8 de maio de 2009

Espanhola exagerada

Estou morando há alguns anos meio longe do Brasil, por isso é provável que a muitas das próximas histórias tenham protagonistas estrangeiras, como a que passo a contar agora.

Depois de uma semana de vários compromissos e pouco descanso, chegou finalmente a quinta-feira, véspera de feriado. Exausto, ainda fui à festa de aniversário de uma amiga.


Festinha legal com brigadeiro, beijinho e outras coisas brasileiras, além da multiculturalidade que pairava no ar. Alguns dos convidados eram espanhois e haviam chegado na noite anterior pra passarem o final de semana prolongado aqui na cidade.


Sem enrolar mais, paquerei a arquiteta espanhola e fiquei todo feliz por poder finalmente matar as saudades de uma bela bunda – coisa rara, diga-se de passagem, aqui neste país. No final da festa, os primeiros amassos famintos aconteceram já no elevador, enquanto esperávamos o resto do povo pra irmos pra uma discoteca.


Pulando a parte da discoteca, fomos pra minha casa. Legal, pensei. Apesar de cansadaço, estava empolgado pra ter aquele mulherão no meu AP e você sabe tudo mais que se pode esperar de uma noitada assim.


Chegamos e fomos direto pro banho – precaução de que não abro mão por estes lado do globo. Do banheiro pra cama foram uns pulinhos só e, minutos depois, era só gemidos e nhequenheque da cama no ar.


A mulher era impressionante! Muito prendada, sabendo usar bem as mãos, a boca e sua preciosa – muito gulosa, por sinal.


Os orgasmos vieram com naturalidade. Não sei por ingenuidade minha ou talento dela, mas os espasmos da mulher me fizeram acreditar que ela estava tendo um orgasmo atrás do outro. Principalmente depois que pediu pra eu falar o idioma daqui e, em seguida, quando descambei em xingá-la em espanhol, mesmo. ‘Puta’, ‘perra’ e outras dessas coisas que muita mulher, em qualquer parte do mundo e em qualquer língua adora ouvir. (Vai dizer que não?!)


Os tapas não demoraram a entrar em cena. Primeiro no bumbum, mas a mulher endoidou mesmo quando os levava na cara. Acabou apanhando muito. De vez em quando eu perguntava se doía, mas ela dizia que não. Quer dizer, não doer era impossível, mas a resposta era pra pergunta implícita: se ela queria que eu parasse. Esse tesão que muitas mulheres sentem em levar umas boas porradas me fascina. De onde será que vem esse desejo?


Enfim, chegou o momento em que, depois de 2 camisinhas judiadas, o sono já tinha espantado todo o tesão. Com o sol já enchendo o saco na janela, era finalmente hora de dormir.


Quatro horas depois, acordo do jeito que todos os homens adoram ser acordado. Ou quase todos, porque os que estão morrendo de sono não curtem isso muito, não. Tudo bem, depois de um minuto de um bom boquete, o mau humor passou e o amiguinho estava lá, todo faceiro, falando: “Me veste, me veste porque eu vou entrar lá!”


Tómale, tómale y tómale. Compatriota do cavaleiro Dom Quixote, minha nova ‘amiga’ exibia sua exímia habilidade em cavalgadas e continuava com aqueles espasmos e sorrisos de agradecimento que eu teimo em achar que eram, mesmo, orgasmos.


Você pode estar achando isto aqui engraçado, mas agora pense: a foda acabou de novo com um orgasmo meu. E tentei dormir de novo. Meia hora depois, veio a boquinha novamente. Aí o bestinha ali se levanta e fica pronto pra outra de novo... e quem se ferra sou eu. Mais uma. E, uma hora depois, mais outra. Na próxima vez, já às 3h da tarde, falei pra ela: “Escucha, yo no puedo pasar toda la noche y todo el día a joderte. Tienes de irte de mi casa porque está tarde, tengo otras cosas que hacer y estoy muerto.”


Depois dessa, ela se tocou. Fez as trouxinhas e se mandou, deixando o número do celular anotado sobre a mesa. Aquela sexta, fui pra cama às 10 da noite e, no dia seguinte, lá estavam as duas ligações não-atendidas. Acabou conseguindo meu número com a aniversariante e ficou ainda mandando mensagens até a segunda, quando foi embora.


Eu gostei da mulher e o sexo foi de altíssima qualidade, mas... Puxa, desconfiômetro também tem que existir pras coisas boas, né? Resultado: fiquei com aquela aversão que os homens conhecem bem e que é difícil de reverter. Com essa máquina de Madri, provavelmente nunca mais...

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