Desde cedo, nós homens aprendemos a conquistar as mulheres e a lutar por elas. Pra isso, precisamos conhecê-las, investigar e descobrir seus hábito, gostos e desejos. É assim que embarcamos numa infinita jornada em busca do entendimento da alma feminina.
Elas, por sua vez, aprendem desde cedo a escolher. Pra isso, não procuram necessariamente conhecer os homens e entender como nós realmente somos, o que sentimos e o que realmente apreciamos. Em vez disso, nos dão uma olhada por cima e nos classificam em suas listas estereotipadas nas colunas dos que ‘prestam’ e dos que ‘não prestam’.
Eu até concordo que homens conseguem ser muito turrões, estúpidos mesmo. Entretanto, mesmo os machos mais idiotas sabem que mulheres buscam proteção e carinho, que precisam constantemente de elogios (principalmente ligados à beleza física, sim), que se apegam progressivamente, que gostam de dividir as coisas materiais e experiências, que não são muito fãs de soluções práticas, que têm seu humor afetado por seus hormônios malucos, que adoram luxo (pra não dizer o óbvio) e vários outros ‘quês’.
As madames, por outro lado, nos subestimam com o simplismo de que homens são cafajestes – ponto. O engraçado é que, quanto mais seletiva a mulher é, menos parece que ela entende o sexo oposto. Na cabeça de várias delas (eu diria ‘a maioria’), homens são imaturos, gostam de briga, farra, esporte e bebida e, além disso, pensam o tempo todo em sexo. O que mais?
Enquanto nós, homens, passamos a vida inteira assimilando as baboseiras dos hormônios e anseios femininos, será que elas não são mesmo capazes de imaginar o que são a violência e o tesão à flor da pele que nós rapazes temos de subliminar todos os dias? O que seriam desses instintos sem a violência e competição do esporte, do mercado e dos jogos virtuais?
Será que elas não se dão conta de que somos simplesmente mais racionais e que, nos nossos relacionamentos, cedemos gentilmente ao romantismo delas? Que vida mais chata seria pensar em amor, amor, amor... se não pudéssemos dar uma boa foda?

Nenhum comentário:
Postar um comentário