Antes de vir pra onde estou morando, eu estava já em outro país e trabalhava num lugar com muitos estrangeiros, principalmente jovens estudantes. A regra pra não me envolver com estudantes era clara, mas quando confiava nas mais irresistíveis e discretas, eu desafiava a sorte.
Com a israelense Shir, de 25 anos, eu ficava na dúvida – tanto se podia confiar nela quanto se as provocações da menina não eram só da boca pra fora. Afinal de contas, ela sempre intercalava as indiretas manhosas com discursos moralistas de quem namorava há 6 anos o mesmo (e único) cara.
Tá bom, ter namorado ou ser casada não significa absolutamente nada. Qualquer cafajeste (e falsa santa) sabe disso. Mas, na posição em que eu estava, não podia arriscar errar um tiro, por isso fiquei na minha.
A Shir ficou uns dois meses por lá e já tinha sossegado quando, na última semana, começou a provocar um pouco mais do que o normal. É típico: nos últimos dias, a mulher pensa no tempo que está perdendo sendo fiel e indo embora pra casa sem ter aproveitado pra fazer coisas “novas”.
Pois bem. Um dia, logo antes do almoço, a israelense veio até a minha mesa e ficou esbanjando aquele dengo todo, bem próxima a mim (eu sentado e ela em pé), com os peitinhos próximos ao meu rosto e aqueles cabelões lindos soltos, exalando perfume de mulher bem-cuidada.
“Você tem tempo pra falar comigo?”, perguntou. Respondi que sim, era só dizer, mas ela retrucou: “Aqui não. Pode me encontrar a duas quadras daqui, no lugar tal, no almoço?”
Fui, nos encontramos num lugar bonito, no porto, sob o sol, onde a safadinha me deu um beijo. O pipi acordou na hora e ditou o que eu ia repetindo pra ela: “Me encontre 15 minutos depois do final do meu expediente na esquina tal.”
Saí do trabalho, encontrei a Shir no tal lugar e fui andando com pressa com ela. “Aonde vamos?”, ela se fazia de tonta, logicamente já sabendo da resposta.
Chegamos na minha casa, subimos pro meu quarto e nos atracamos num beijo. Ela era baixinha e tinha um corpinho mignon daqueles que se encaixam em qualquer abraço. Segurando-a firmemente pela cintura, braços e pescoço, tirei parte de suas roupas enquanto a levava pro banheiro, ignorando seus “No”, “What are you doing” e “Wait”.
Coloquei-a em frente ao espelho, arriei minha calça, coloquei uma camisinha e segurei-a pelo cabelo, fazendo-a olhar pra frente. Com expressão de homem das cavernas, lhe disse: “Olha bem pro espelho. Você nunca vai esquecer desta cena.”
...
“É isto que você queria?” “Is that what what you wanted? Now take it!”
Depois daquele dia, fiquei na minha e continuei dando oi e tchau como se nadinha tivesse acontecido. Acho que ela ficou morrendo de vergonha (rs), mas que aproveitou, aproveitou. E me deu o e-mail dela antes de ir embora e voltar aos braços de mais um namorado que não tem ideia de como essas mulheres aprontam quando estão longe...

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