Durante mais de um ano, fiquei de olho naquela loira de olhos verdes e cabelos lisos até a cintura que circulava no meu bairro, próximo a uma universidade.
A saia até os joelhos e o comprimento do cabelo não deixava dúvidas: aquela beldade toda era um desperdício de crente. Mesmo assim, quando ela passava, eu não escondia que estava babando pelas suas curvas. Principalmente pelas pernas maravilhosas e os pés bem cuidados que ela fazia questão de desfilar em sandálias de saltos altos.
De nariz empinado e olhar centrado sempre pra frente, ela nunca me deu bola. Por anos.
Até que um dia resolvi aproveitar que já estava de boca aberta e falei alguma coisa enquanto ela passava.
A cantada não tem segredo; basta ser sincera. Pois eu disse pra ela isto que você leu até agora. Com os detalhes das pernas e dos pés lindos, da saia e do cabelo de crente e tudo mais.
Ganhei um número de telefone e, no dia seguinte, acho, um encontro num barzinho.
Ela estava maravilhosa, porém, com uma amiga. Quando percebi que a amiga não era boa companhia, entretanto, fiquei aliviado. “Afinal de contas, pode ser que esta beldade não tenha muito de crente, não”, pensei.
Rolaram uns beijinhos, mas só fora do bar, meio às escondidas.
Puxa, que história mais chata, né? Calma que está só começando...
A tal mulher não era crente coisa nenhuma, mas os pais eram e ela, como boa filhota, ainda usava aquelas roupas pra agradá-los.
Em pouco tempo me acostumei com o corte das saias dela, principalmente depois de ser apresentado às lingeries que ela usava por baixo.
A menina, cujo nome eu morro de vontade de escrever aqui, tinha um corpo fenomenal. Uma bunda esculpida que nascia depois de uma cintura bem apertadinha... e acompanhada por lindas pernas fortes e torneadas, de mulher reprodutora, como macho consegue farejar. Rostinho, seios e xaninha no mesmo nível: A. E tudo cheiroso.
O que me fez vir contar sobre ela aqui, no entanto, não foi o seu corpo nem a surpresa de descobrir que ela não era crente coisa nenhuma. O verdadeiro motivo foi o boquete que ela fazia.
Isso não é questão de prática. Acho que tem mulheres que nascem com o dom, mesmo, como beijar, escrever, correr, saltar. Pois a fulana tinha nascido com o dom de chupar rola.
Ela não tinha apenas a boca macia. Ela também sabia impor o ritmo certo, sincronizava os movimentos das línguas e dos lábios com os das mãos. Mantinha, com classe, todos aqueles cabelões afastados do rosto e parecia que sabia até a hora de chupar longamente de olhos fechados e o momento de abrir os olhos e olhar pra mim com aquela cara de puta que todo homem adora.
Parece mentira, mas isto ainda não era tudo. A falsa crente não fazia frescura. Chupava meu pau no carro, na garagem sem medo de me fazer feliz.
Na última vez que fomos ao motel, ainda lhe disse: “Você deveria dar aulas pra maioria das mulheres aprenderem como se chupa um pau”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário